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E isso de ser Freelancer?

Uma das perguntas que mais têm surgido no meu círculo de amigos, clientes, e de seguidores nas redes sociais, é:

‘Como é que consegues ser freelancer?’

Ora bem… A questão se calhar devia ser colocada de outra forma, e talvez assim consiga explicar o que aconteceu para que hoje consiga ser freelancer.

Em boa verdade, ao longo destes anos em que trabalhei para empresas, por vezes, de forma paralela fazia trabalhos por conta própria mas sempre com a segurança que um trabalho fixo nos oferece. Não havia medos nem inseguranças nestes casos, apenas uns trabalhos extra que ia fazendo com muito entusiasmo e dedicação.

Mas aqui, e hoje, a coisa aconteceu de maneira diferente. A minha vida mudou radicalmente, e, para quem não leu esse post do blog – podem ler aqui (invocation of self), ou a entrevista que dei ao DeskLife Project (aqui) – onde explico e falo sobre essa mudança de vida que me leva ao ponto deste post:

Que ser freelancer aconteceu-me, não foi uma escolha, pelo menos consciente ou planeada.

Até porque ser freelancer para mim traduzia-se nesta imagem:

Trabalhar em casa? Ter que criar os meus próprios horários? Procurar clientes? E iria ter clientes numa cidade que me ainda é nova e mal me conhece? Será que os clientes iriam querer trabalhar comigo? Gostar do meu trabalho?? Claro que não, obviamente que não 🙄 (aquele momento de self-doubt que toca a todos em momentos de pânico 😰).

Tudo isto eram questões que nem se colocavam sempre que a ideia surgia, ou alguém sugeria algo deste género como forma de vida.

Até que a vida deu voltas, e às vezes nas voltas que a vida dá descobrimos que temos muito para dar e acima de tudo, muito valor acrescentado ao longo dos anos de trabalho, e que há quem precise dessa experiência, desse conhecimento, e esteja disposto a pagar por isso, porque tem efectivamente muito valor.

Se estão à espera de algum segredo ou fórmula mágica para fazer a coisa acontecer, lamento mas não a tenho, e acredito que muitos dos freelancers que por aí andam vos digam o mesmo. Há quem se atire de cabeça, e quem o faça de forma consciente e previamente planeada, e há aqueles que como eu viram as coisas a desenrolar devagarinho.

 

Dicas, posso-vos dar…

Falem de vocês e do vosso trabalho e experiência às pessoas que vocês conhecem, sejam elas os vossos familiares directos ou mais longíquos, os vossos amigos, ou até as pessoas que vos prestam serviços… Sejam eles o vosso barbeiro, ou o vosso advogado. Toda a gente precisa de alguma coisa, de alguma ajuda, de algum serviço, e todos nós temos experiência, formação, e valor a acrescentar na vida e no negócio de alguém. E, acreditem ou não, a maioria das vezes as pessoas à nossa volta são as que menos têm noção do que temos para oferecer, e são as que mais nos podem ajudar.

Pensem e criem uma maneira de as pessoas conhecerem o vosso trabalho e experiência após falarem convosco, que seja de fácil e rápido acesso, para que possam perceber melhor como podem usufruir dos vossos serviços, seja isso numa rede social (temos tantas hoje em dia que não há desculpas!), seja num website simples que fale de vocês e do que têm oferecer.

Mostrem como podem ajudar os outros com o vosso conhecimento!
Esta é talvez a vossa melhor arma. Conheçam-se melhor, para poder contribuir para a vida dos outros. 

Frequentem espaços de co-work sempre que vos for possível, para conhecerem pessoas como vocês, que talvez até precisem dos vossos serviços, ou até tenham clientes à procura do que vocês possam oferecer, e assim complementarem ofertas.

O que quero reforçar aqui é, seja a vida de freelancer fruto de uma decisão tomada de forma consciente e planeada, ou de algo que vos foi acontecendo (como no meu caso), não deixem que medos e inseguranças vos paralisem, dêem passos pequenos mas conscientes e planeados, e acreditem em vocês!

Tracem um plano.

Há um mundo inteiro cada vez mais interessado em trabalhar com pessoas, pessoas com quem se possam identificar ou relacionar de uma forma completamente diferente do que com uma empresa de contacto muitas vezes mais impessoal.

E por fim, nunca se esqueçam que todos os dias são mais uma pequena luta, que uma semana pode ser melhor ou pior que a outra, que há mais trabalho a fluir agora, no hoje, mas depois pode abrandar e é preciso estar preparado para isso, com calma e planeamento, mas que no fim do dia, compensa sempre.

May the force be with you all 👊🏼

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Rita Prata

Lisboeta de Gema, Minhota de adoção.

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